É dura a vida do fotógrafo Johnny Duarte. Tudo bem que algumas de suas modelos sejam verdadeiras gatas, mas outras não passam de umas vacas. Alguns fazem verdadeiras cachorradas durante as sessões, enquanto outros se comportam feito uns cavalos. Sem falar dos que querem sempre ficar com a parte do leão. Apesar de tudo isso, ele gosta – e consegue uma boa renda com a fotografia de animais, ramo no qual vem atuando há mais de dez anos. Uma escolha, segundo ele, movida pela paixão. "Minha opção pela fotografia de animais veio do coração. Nunca planejei viver disso, tanto que, no começo, nem assinava minhas fotos", garante. "Consegui unir duas coisas de que gosto muito: a fotografia e os animais".
A tal paixão o levou a se destacar num mercado que, se ainda engatinha – sem trocadilho – no Brasil, já é suficiente para gerar trabalho para um número crescente de fotógrafos. "Os clientes potenciais são proprietários ou criadores de animais, para exposição, criação ou apenas companhia, agências de publicidade, petshops e as próprias empresas ligadas ao setor, como as de ração para animais", explica o fotógrafo. É um mercado, segundo ele, ainda bem pequeno. "As empresas brasileiras, em sua maioria, ainda não estão habituadas a trabalhar com fotógrafos profissionais nessa área, mas, devagar, isso está mudando", assegura.
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